16 junho, 2017

Adeus varicela

Desde 20 de Maio que estávamos mais resguardados em casa... ora com a Carminho com varicela, ora a tentar não apanhar frio ora a tentar compensar tanto incómodo, ora com a Leonor com varicela e a desdobrarmo-nos em mimos e em trabalho.
Foram semanas de desconforto mas há meses que me andava a preparar para isto. Já tantos amiguinhos tiveram que acho que estamos quase perante um surto.
É curioso ver que se manifesta de forma diferente. A Carminho acordou num sábado com um borbulha cheia de líquido no pescoço. Não tive dúvidas. Os primeiros dois dias as borbulhas foram nascendo de forma aleatória, no terceiro e quarto dia foi muito mau. Dormiu parte das noites ao meu colo, tinha comichão e dor, estava triste e queria tomar banho muitas vezes (gastámos um pacote de maisena J). Depois foi passando..
A Leonor teve sinais cerca de 15 dias depois. Ligaram da escola e quando vi já tinhas várias pintinhas com líquido.
Foi mais suave do que a mana mas teve febre e o período de convalesça foi maior.
A farinha maisena acalmava a comichão e o desconforto mas também recorremos ao Benuron, Atarax e ao Pruriced da Uriage (tudo por indicação médica). O Brufen não pode ser tomado.
No sábado (e ainda com algumas marcas) fomos passear. Estivemos os 4 numa esplanada agradável a comer petiscos e ainda nos fomos deliciar com um gelado maravilhoso aqui. É incomparável estar com as crianças mas também tenho saudades de quando os petiscos eram regulares e entre amigos, com mais leveza e menos tempo contado. Acredito que quando conseguirem estar sentadas mais de uma hora isso volte a ser mais fácil J
E o Junho já vai a meio... Não podemos ir mais devagarinho...?

31 maio, 2017

O Bolinha Estranha

No meio da agitação dos dias são as crianças que me fazem parar e sentir a leveza de não ter compromissos, o entusiasmo das primeiras vezes, a alegria do desconhecido.

A Carminho fez uma peça de teatro há dias e ficou tão entusiasmada que me transportou - sem saber - para os meus dias de criança, a escola primária, as primeiras visitas de estudo.
Eu entusiasmada fiquei e fui comprar pinturas, asas de borboleta e a roupa pedida.
Nos dias que antecederam ela ia-se preparando pela casa fora: “Tens quatro patas, podias ser uma vaca!”. Ao mesmo tempo dizia, mãe, mãe, agora sou o Bolinha Estranha.

Lembrei-me dos meus tempos de escola, da primeira vez que fui ao Teatro, mesmo ao lado da Escola Primária Conde Ferreira. Lembro-me dos meus pais que me iam ver no recreio e levar o lanche. 
Sinto a forma como estas memórias preenchem o meu coração e questiono-me de que forma conseguirei ter esta proximidade e acompanhar as meninas como desejo.
Recebi fotografias durante o dia e penso como as tecnologias também podem criar uma nova dinâmica e fazer-nos sentir mais perto. Hoje foi outra vez dia de teatro.

23 abril, 2017

4º Aniversário da Carminho

Ontem foi dia de festa - a Carminho fez 4 anos e reunimos a família mais próxima e alguns amigos para celebrar.
 
Foi a primeira vez que alugámos um espaço e percebi que a logística que tudo isto implica é mesmo exigente: para um cuidar das crianças, outro tem de se desmultiplicar em 1000 tarefas.

De manhã senti-me apreensiva pela cansaço e por sentir que num dia tão especial, não estava a aproveitar nada a minha filha. Ao final do dia estava rendida. Ela esteve feliz, divertiu-se e eu senti-me de missão cumprida. Que venham M U I T O S mais :)




29 março, 2017

Vimeiro

Rumamos para oeste na esperança de poder descontrair um bocadinho, de dar as boas vindas à primavera e de brincar ao ar livre.

Foi bom porque estivemos juntos, longe das rotinas domésticas e em contacto com a Natureza - mas não foi maravilhoso. 

Eu tinha de dar a mão à Carminho para ela não voar, a Leonor desafiou-nos todo o tempo - ora porque queria andar no chão (molhado) sem mão dada, queria correr nas descidas, mexer em tudo o que apresentava risco..

Dei por mim a pensar como será bom quando pudermos descansar a 4, recuperar baterias, estar sem ser a educar, a impor limites e fazer chamadas de atenção. Podermos apreciar uma refeição do princípio ao fim, conversarmos, sentir o meio envolvente sem a necessidade de sermos cuidadores a tempo inteiro.

Depois penso no cheiro a bebé que ainda têm; na forma como se aninham na nossa cama; como correm para nós quando as vamos buscar; a forma como comunicam, como dependem de nós  ... Tantas maravilhas que nos deixam o coração a sorrir. 

Cada tempo que nos é dado é precioso; apenas precisamos de equilíbrio para poder desfrutar. [Tão difícil que às vezes é.]



03 março, 2017

Quaresma e escolhas sensatas

Há três semanas fui a uma consulta de nutrição. Um pormenor ou outro que gostaria de mudar (porque nestas coisas da natureza gosto de agradecer muito e contestar pouco) e um desejo profundo de fazer boas escolhas lá em casa e assim ser uma boa influência. 

Saí da consulta com informação relevante a pôr em pratica (o que é bom) e com índice de massa gorda visceral acima do limite. É a gordura mais difícil de eliminar e a que potencialmente faz pior. Estou com 63kg e 1,65m - na minha pura gulodice achei que estaria tudo nos parâmetros normais. 

Resultado: tenho sido muito disciplinada e como iniciámos a Quaresma na 4ª feira, decidi renunciar ao açúcar nestes 40 dias. Só vou abrir excepções controladas em dias de festa e almoços especiais.
A propósito dos 4 cafés que bebo e em que punha meio pacote de açúcar em cada um, fiquei a saber que no último ano consumi 3,600 kg de açúcar - totalmente desnecessário..

(Imagem tirada da internet)

22 fevereiro, 2017

Igreja de São Nicolau

Cada vez estou mais atenta ao efeito que temos uns nos outros. Muitas vezes sem nos apercebermos, inspiramos ou influenciamos negativamente quem nos rodeia. (Não será isso razão suficiente para sermos cuidadosos no trato e procurarmos darmos sempre o melhor de nós?)
Há cerca de 8 anos, numa conversa ocasional, conheci uma rapariga jovem, talvez na altura com 20 anos, que me disse que ia todos os domingos à Missa - e que se não pudesse mesmo ir, sentia falta. Só comecei a compreender isto meses depois.
Apesar de a maior parte das pessoas que conheço e com quem privo serem católicas, na altura conhecia poucas pessoas que fossem regularmente à Missa. 
Lembro-me do que senti, da necessidade que foi crescendo em mim de ser coerente comigo mesma e em tudo o que de forma Providente foi sendo colocado no meu caminho.
Este fim de semana tive tantos compromissos que 48 horas não chegaram. Há sempre imprevistos, roupa a mais por tratar, programas que se querem manter, trabalhos para a creche das meninas, procura de equilíbrio e de coisas que só se fazem ao fim de semana. 
Às 22 horas de Domingo fui à Missa e lembrei-me da Catarina, cujo exemplo me inspirou. 

Só conheço esta Igreja com uma Missa tão tarde (e estava cheia de jovens, ao contrário de algumas Missas da manhã!). É muito bonita e imponente em plena Baixa e estava lá um coro belíssimo. 
Dou graças a Deus por todas as Catarinas da minha vida.