29 julho, 2017

Duas semanas: here we go!

Começo as férias 'hoje' e apenas estou moderadamente contente 

Neste últimos dias não fui tão produtiva quanto gostaria, tive muitas arrelias, preocupações e o corpo sente o desgaste que isto causou. Por outro lado demos um passo grande, desejado há cerca de 2 anos e que precisou deste tempo precioso para amadurecer ideias e decisões.

Nestas férias desejo muito encontrar-me comigo. 

Estar em família, usufruir da minha companhia, ter paciência com as meninas e com eventuais birras que irão surgir, vê-las crescer e apreciar todos os minutos.

Ir à praia sem pressas, sem pensar em compromissos, ouvir música que me tranquilize, passear, planear a mudança que aí vem e estar. Estar demoradamente.

Sinto uma necessidade urgente de contrariar o ritmo a que fazemos tudo.

Sinto necessidade de me recolher, de abraçar, de rir e de rezar para que tudo corra bem. 

20 julho, 2017

Domingos especiais

O nome da minha filha Carminho não foi escolhido por ter uma devoção especial a Nossa Senhora mas poderia ter sido.
Gostamos de nomes clássicos, achamos Maria do Carmo um nome lindo e doce que condiz perfeitamente com a nossa menina.

Desde que ela nasceu, e com o passar do tempo, o dia 16 de Julho foi-se tornando mais cativante. Ora pelas Eucaristias em que participamos, ora pelos desafios espirituais que nos são feitos.
Este ano, decidi colocar o escapulário, aceitando o desafio da Paróquia de Almada e do Instituto Hesead.

Na manhã de Domingo, várias coincidências boas se juntaram:  

- uma mensagem de uma amiga especial - que perguntou se as minhas filhas também o iriam colocar;  
- o facto de ter um escapulário adquirido na formação da semana anterior
- e três escapulários oferecidos por uma amiga também especial, quando a Carminho foi Baptizada.

Os 4 dissemos SIM! Numa Eucaristia com a exigência normal de duas crianças pequeninas a querer brincar e a existência de um parque ao lado da Igreja - onde nunca tinham estado...

A Carminho foi a primeira, eu e a Nô as segundas e o J. o terceiro.

Foi emocionante ver a elegância da minha menina, cada vez mais crescida, a ajoelhar-se, a receber o fio e a ouvir com tanta atenção a oração do Sacerdote. A Nô percebeu menos, manifestou-se mais e continuou a querer explorar o mundo :)

Procurei este momento com o coração e sei ser entendido só à luz da fé e vivido em comunidade. Quero tê-lo para sempre na memória..

♥ 


16 junho, 2017

Adeus varicela

Desde 20 de Maio que estávamos mais resguardados em casa... ora com a Carminho com varicela, ora a tentar não apanhar frio ora a tentar compensar tanto incómodo, ora com a Leonor com varicela e a desdobrarmo-nos em mimos e em trabalho.
Foram semanas de desconforto mas há meses que me andava a preparar para isto. Já tantos amiguinhos tiveram que acho que estamos quase perante um surto.
É curioso ver que se manifesta de forma diferente. A Carminho acordou num sábado com um borbulha cheia de líquido no pescoço. Não tive dúvidas. Os primeiros dois dias as borbulhas foram nascendo de forma aleatória, no terceiro e quarto dia foi muito mau. Dormiu parte das noites ao meu colo, tinha comichão e dor, estava triste e queria tomar banho muitas vezes (gastámos um pacote de maisena J). Depois foi passando..
A Leonor teve sinais cerca de 15 dias depois. Ligaram da escola e quando vi já tinhas várias pintinhas com líquido.
Foi mais suave do que a mana mas teve febre e o período de convalesça foi maior.
A farinha maisena acalmava a comichão e o desconforto mas também recorremos ao Benuron, Atarax e ao Pruriced da Uriage (tudo por indicação médica). O Brufen não pode ser tomado.
No sábado (e ainda com algumas marcas) fomos passear. Estivemos os 4 numa esplanada agradável a comer petiscos e ainda nos fomos deliciar com um gelado maravilhoso aqui. É incomparável estar com as crianças mas também tenho saudades de quando os petiscos eram regulares e entre amigos, com mais leveza e menos tempo contado. Acredito que quando conseguirem estar sentadas mais de uma hora isso volte a ser mais fácil J
E o Junho já vai a meio... Não podemos ir mais devagarinho...?

31 maio, 2017

O Bolinha Estranha

No meio da agitação dos dias são as crianças que me fazem parar e sentir a leveza de não ter compromissos, o entusiasmo das primeiras vezes, a alegria do desconhecido.

A Carminho fez uma peça de teatro há dias e ficou tão entusiasmada que me transportou - sem saber - para os meus dias de criança, a escola primária, as primeiras visitas de estudo.
Eu entusiasmada fiquei e fui comprar pinturas, asas de borboleta e a roupa pedida.
Nos dias que antecederam ela ia-se preparando pela casa fora: “Tens quatro patas, podias ser uma vaca!”. Ao mesmo tempo dizia, mãe, mãe, agora sou o Bolinha Estranha.

Lembrei-me dos meus tempos de escola, da primeira vez que fui ao Teatro, mesmo ao lado da Escola Primária Conde Ferreira. Lembro-me dos meus pais que me iam ver no recreio e levar o lanche. 
Sinto a forma como estas memórias preenchem o meu coração e questiono-me de que forma conseguirei ter esta proximidade e acompanhar as meninas como desejo.
Recebi fotografias durante o dia e penso como as tecnologias também podem criar uma nova dinâmica e fazer-nos sentir mais perto. Hoje foi outra vez dia de teatro.

23 abril, 2017

4º Aniversário da Carminho

Ontem foi dia de festa - a Carminho fez 4 anos e reunimos a família mais próxima e alguns amigos para celebrar.
 
Foi a primeira vez que alugámos um espaço e percebi que a logística que tudo isto implica é mesmo exigente: para um cuidar das crianças, outro tem de se desmultiplicar em 1000 tarefas.

De manhã senti-me apreensiva pela cansaço e por sentir que num dia tão especial, não estava a aproveitar nada a minha filha. Ao final do dia estava rendida. Ela esteve feliz, divertiu-se e eu senti-me de missão cumprida. Que venham M U I T O S mais :)




29 março, 2017

Vimeiro

Rumamos para oeste na esperança de poder descontrair um bocadinho, de dar as boas vindas à primavera e de brincar ao ar livre.

Foi bom porque estivemos juntos, longe das rotinas domésticas e em contacto com a Natureza - mas não foi maravilhoso. 

Eu tinha de dar a mão à Carminho para ela não voar, a Leonor desafiou-nos todo o tempo - ora porque queria andar no chão (molhado) sem mão dada, queria correr nas descidas, mexer em tudo o que apresentava risco..

Dei por mim a pensar como será bom quando pudermos descansar a 4, recuperar baterias, estar sem ser a educar, a impor limites e fazer chamadas de atenção. Podermos apreciar uma refeição do princípio ao fim, conversarmos, sentir o meio envolvente sem a necessidade de sermos cuidadores a tempo inteiro.

Depois penso no cheiro a bebé que ainda têm; na forma como se aninham na nossa cama; como correm para nós quando as vamos buscar; a forma como comunicam, como dependem de nós  ... Tantas maravilhas que nos deixam o coração a sorrir. 

Cada tempo que nos é dado é precioso; apenas precisamos de equilíbrio para poder desfrutar. [Tão difícil que às vezes é.]